Mais uma vez presenciamos todo o Brasil comovido com a morte da garota Isabela, uma menina de cinco anos que foi jogada do sexto andar de um prédio por seu pai e sua madrasta, caso este que comoveu os brasileiros e despertou o interesse da policia de São Paulo e o instituto de criminalistica o qual esta totalmente empenhado em desvenda o caso. Mas o que me intriga mesmo é o fato de mas um homicídio em meio a classe rica consiga chocar a todos sem distinção de classes, da mesma forma que vimos há pouco mais de um ano o caso chocante do menino João Hélio que foi arrastado por cerca de 07 quilômetros preso ao sinto de segurança em uma tentativa de assalto. O caso gerou a comoção nacional. Em Pernambuco também tivemos alguns casos de enorme comoção. Quem não lembra da morte de Rafael Dubeux durante um assalto na Av. Boa Viagem(Zona Sul de Recife) e das mortes de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda encontradas em um canavial em Serrambi no ano de 2003. Esses casos ainda comovem muita gente!
Mas esses casos estão sendo investigados e outros já foram resolvidos, pois não eram pessoas simples nem muito menos podiam ser tachados como números por fazerem parte da alta sociedade dos seus respectivos estados. Porém não consigo entender o porque de tal comoção de uma classe por eles esquecida, muito menos consigo entender a não comoção desta mesma classe com as mortes de vizinhos, amigos, e até parentes, não se sensibilizando com o número de 110.783 casos de dengue, com 92 mortes no estado do Rio de Janeiro, muito menos com número que ( A Gerência de Análise criminal e Estatística da secretaria de defesa social/ GACE/SDS) divulgou no dia 15 de Fevereiro o relatório consolidado dos crimes letais intencionais acontecidos em Janeiro de 2008.
No total , foram registrados 383 vítimas, contra 459 no mesmo mês do ano de 2007. E após dois mês foi computado o número de 55 mortes no período de 20 a 23 de Março contra 66 no ano passado, cujo o feriado aconteceu nos dias 05 a 08 de Abril – todos dados da mesma gerência.
Mas voltamos um pouco o texto a faremos uma pequena análíse, como poderiam se comover se todos estes números eram de pessoas que moravam em favelas, não tiveram seus nomes divulgados na tv ou em nenhum outro jornal, a única divulgação que tiveram foi apenas somando como número para contagem da estatísca e o seu minuto de fama no programa do seboso do “Cardinet” para ser tachado de alma sebosa ou levar o nome de traficante.